Em um mercado cada vez mais regulado e competitivo, instituições financeiras precisam equilibrar inovação, experiência do cliente e proteção das operações. Para o PinBank, esse desafio significou incorporar a cibersegurança ao centro da estratégia da empresa, transformando um tema tradicionalmente visto como operacional em um diferencial competitivo.
Essa visão foi compartilhada por Felipe Negri, CEO e sócio do PinBank, durante o episódio 91 do SegInfoCast, no qual o executivo abordou a evolução da fintech, os desafios do setor financeiro e a forma como a segurança passou a sustentar o crescimento e a credibilidade da instituição.
Uma fintech construída sobre tecnologia
Segundo Felipe Negri, o PinBank nasceu com uma característica que influenciou diretamente sua forma de operar: antes de ser uma instituição financeira, a empresa foi concebida como uma companhia de tecnologia.
Essa origem permitiu desenvolver soluções altamente personalizadas e manter proximidade com os clientes, características que continuam sendo um dos principais diferenciais da organização.
Ao mesmo tempo, atuar no mercado financeiro significa conviver com requisitos rigorosos de disponibilidade, consistência, escalabilidade e conformidade regulatória. À medida que a empresa cresceu, tornou-se evidente que a segurança precisava acompanhar esse processo de evolução.
Crescer sem aumentar a complexidade para o cliente
Durante a conversa, Felipe destacou que o principal objetivo do PinBank é permitir que seus clientes permaneçam focados em seus próprios negócios, deixando para a instituição toda a complexidade relacionada à operação financeira, às exigências regulatórias e à segurança.
Essa visão orienta o desenvolvimento das soluções da empresa. Mais do que oferecer serviços financeiros, o objetivo é construir jornadas simples, transparentes e personalizadas, reduzindo atritos operacionais e fortalecendo a confiança dos clientes.
Segurança como parte da estratégia
À medida que o PinBank ampliou sua atuação em um ambiente altamente regulado, fortalecer a postura de segurança tornou-se uma prioridade estratégica. Mais do que atender às exigências do setor financeiro, a empresa passou a tratar a proteção das informações como um elemento essencial para sustentar o crescimento do negócio e preservar a confiança dos clientes.
Nesse contexto, o PinBank conta com a parceria da Clavis, que apoia sua estratégia de proteção por meio de testes de invasão (pentest) e do SOC 24×7.
Por meio do Pentest, especialistas da Clavis simulam cenários reais de ataque para identificar vulnerabilidades exploráveis, validar a efetividade dos controles de segurança e apoiar a priorização das ações de remediação. A abordagem permite ao PinBank reduzir a exposição de sistemas críticos e fortalecer continuamente a segurança de seus serviços financeiros.
Essa estratégia é complementada pelo SOC 24×7, que combina monitoramento contínuo, correlação avançada de eventos e uma equipe especializada para detectar e responder rapidamente a possíveis incidentes. Com uma operação ininterrupta e uma abordagem unificada de segurança, o PinBank amplia a visibilidade sobre seu ambiente, reduz o tempo de detecção e resposta e fortalece sua resiliência operacional.
Quando a segurança deixa de ser custo
Um dos principais pontos abordados no episódio foi a mudança de percepção em relação à cibersegurança.
Felipe reconhece que, durante muito tempo, a segurança era vista principalmente como um centro de custos. No entanto, a crescente sofisticação das ameaças e o impacto financeiro provocado por incidentes transformaram essa visão.
Hoje, segundo o executivo, a proteção das informações representa um ativo estratégico para instituições financeiras, influenciando diretamente a credibilidade da empresa e sua capacidade de conquistar novos negócios.
Essa mudança também alterou o perfil das discussões comerciais. Se antes os clientes concentravam suas preocupações apenas na estabilidade financeira da instituição, atualmente questões relacionadas ao armazenamento de dados, proteção das informações, conformidade regulatória e arquitetura de segurança passaram a fazer parte do processo de avaliação de fornecedores.
Regulamentação é o ponto de partida
Embora considere positiva a evolução das exigências regulatórias, Felipe defende que o cumprimento das normas deve ser entendido como um ponto de partida, e não como o objetivo final da estratégia de segurança.
Na prática, o cenário de ameaças evolui em ritmo muito superior ao dos frameworks regulatórios. Por isso, a construção de uma cultura organizacional voltada à gestão contínua de riscos torna-se essencial para que as empresas consigam responder rapidamente às novas formas de ataque e às mudanças tecnológicas.
Os próximos desafios da segurança financeira
Ao olhar para o futuro, Felipe destaca que tecnologias como Inteligência Artificial ampliam tanto as capacidades de defesa quanto as possibilidades de ataque.
Segundo ele, o crescimento da IA, das análises comportamentais e dos modelos de Zero Trust está mudando a forma como instituições financeiras lidam com identidade digital, autenticação e detecção de fraudes.
Nesse cenário, proteger apenas o perímetro da organização já não é suficiente. Compreender o comportamento de usuários, colaboradores e clientes passa a ser um componente cada vez mais importante para reduzir riscos e antecipar ameaças.
Segurança como estratégia de crescimento
A experiência compartilhada por Felipe Negri demonstra que a cibersegurança deixou de ser apenas um requisito regulatório para se tornar um fator determinante na geração de confiança e na sustentabilidade do negócio.
Ao lado da Clavis, o PinBank segue fortalecendo sua estratégia de proteção para acompanhar a evolução do mercado financeiro, demonstrando que inovação e segurança precisam caminhar juntas para sustentar o crescimento de instituições que operam em um dos ambientes mais críticos da economia.





