Da esquerda para direita: Prof. Otávio Gomes, Dr. Raphael Machado e Prof. Edson Bortoni.
Na última terça-feira (29), a Clavis participou da inauguração de laboratórios de ciberseburança na Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI). Os laboratórios LINC (Laboratório de Inteligência Cibernética) e FronTIERS Hacklab estão sendo patrocinados pela Clavis em uma parceria com a UNIFEI intermediada pela FUPAI – Fundação de Pesquisa e Assessoramento à Indústria. A parceria acontece no contexto do projeto PlatCiber, apoiado pela Finep no âmbito da chamada de apoio Inovação para a Base Industrial de Defesa (BID).
Em uma apresentação no auditório da, Raphael Machado – Diretor de Negócios e Cientista-Chefe da Clavis – e Prof. Otávio Gomes – Coordenador do Projeto PlatCiber na UNIFEI – abordaram um pouco sobre os laboratórios e o core business da Clavis.
Participaram da inauguração o Prof. Edson Bortoni, Reitor da UNIFEI, o Prof. Robson Moreno, Diretor do Instituto de Engenharia de Sistemas e Tecnologia da Informação da UNIFEI, o Sr. José Fernando Grassi Bissacot, Secretário Municipal de Ciência, Tecnologia, Indústria e Comércio de Itajubá, além de representantes de empresas da cidade de Itajubá, que é reconhecida como um Arranjo Produtivo Local de Asas Rotativas e de Defesa.
A parceria, iniciada em agosto, tem a vigência de 32 meses e está focada em desenvolver cibersegurança em tecnologias operacionais, como nos setores de energia, petróleo, hidrogênio verde, automotivo e manufatura. Embora sejam muito desenvolvidos, tais segmentos industriais ainda carecem de proteção e segurança eficazes para as ameaças cibernéticas atuais.

Desde 2022, o grupo do IESTI já vinha atuando nas áreas de forense computacional, análise de malware, hardware hacking, exploitation, inteligência de ameaças e, sobretudo, sistemas críticos. Além disso, eles possuem uma Inteligência Artificial (IA) própria para auxiliar no desenvolvimento e aplicação das soluções, intitulada U.AI (Unidade de Inteligência Artificial). A missão do grupo sempre foi proteger usando o intelecto e energia para desenvolver soluções, assim contribuindo com o sistema.
Agora, o projeto em parceria com Clavis irá lançar dois laboratórios: o LINC e o FronTIERS Hacklab a fim de impulsionar tais iniciativas. O primeiro terá como foco desenvolver métodos de cibersegurança para infraestruturas críticas, enquanto o segundo concentra esforços no teste e preparação de cenário crítico e soluções de cibersegurança.
Em sua apresentação, Raphael Machado contextualiza a mudança de mentalidade do cenário de cibersegurança: a proteção da tecnologia da informação sempre foi uma prioridade para as empresas, mas com o tempo, grandes organizações foram além do TI convencional, passando a aplicar medidas de segurança em áreas como transporte, tratamento de água e controle de embarcações.
Esses setores são críticos para a sociedade e, hoje, dependem de sistemas informatizados para garantir seu funcionamento seguro e eficiente. Por isso, tornou-se essencial transpor o conhecimento que já é dominado no campo da Segurança da Informação para proteger os computadores e sistemas que controlam essas infraestruturas vitais.
Ampliar essa atuação vai além de aplicar as tecnologias de segurança, exigindo também a compreensão profunda das atividades que esses ambientes realizam e do impacto que a sua falha pode gerar. Com essa visão, torna-se possível identificar vulnerabilidades específicas, prever cenários de risco e implementar soluções preventivas e corretivas com maior precisão.
Dessa maneira, torna-se possível desenvolver uma proteção mais robusta, preparada não apenas para as ameaças digitais, mas também para os desafios específicos de ambientes críticos que, caso sejam comprometidos, podem afetar diretamente a sociedade e a segurança pública.
Ao final de sua apresentação, o diretor de negócios da Clavis, fez uma demonstração prática da Plataforma de Segurança Clavis, apontando as funcionalidades e seu principal diferencial: reunir todos os serviços de segurança em um só lugar. Mais que isso, a plataforma é capaz de integrar tais serviços para que seja possível gerar uma visão completa e coordenada do ambiente de ativos.
Inauguração da Unidade de Produção de Hidrogênio verde

No dia seguinte ao lançamento dos laboratórios patrocinados pela Clavis, houve a inauguração da unidade de produção do primeiro centro de hidrogênio verde do Brasil. O projeto é fruto de uma cooperação entre Alemanha e Brasil, por meio da GIZ, H2 BRASIL, UNIFEI, FAPEPE, Ministério de Minas e Energia e Governo Federal.
O CH2V pretende agregar várias frentes de pesquisas que incluem a análise do uso de hidrogênio verde em processos industriais, na geração de energia elétrica e na busca por alternativas sustentáveis para a mobilidade urbana.
O CH2V será alimentado exclusivamente por energia renovável (painéis fotovoltaicos e de uma usina hidrelétrica), além de abrigar laboratórios que serão utilizados por instituições e empresas interessadas em desenvolver pesquisas e aplicações, consumindo o hidrogênio de baixa emissão de carbono.


Durante o lançamento, foi realizada uma visita até as instalações do centro de produção, onde ocorreu o descerramento da placa de inauguração. Esse foi um marco para o avanço da descarbonização da economia brasileira e mundial.





