Escrito por Leonardo Pinheiro
A Black Friday não movimenta apenas o comércio, ela também multiplica as transações financeiras. Entre pagamentos digitais, compras por aplicativos e aumento no uso de cartões, os sistemas bancários enfrentam um dos períodos mais críticos do ano.
Segundo o Relatório Global de Ameaças Financeiras 2024 da Kaspersky, houve um aumento de 3,6 vezes no número de usuários afetados por malware bancário móvel em comparação com 2023, além de um crescimento de 83% nas tentativas de phishing relacionadas a criptomoedas. O relatório também mostra que 42,6% das tentativas de phishing financeiro tinham como alvo bancos, um dado que confirma o quanto o setor continua entre os principais focos dos cibercriminosos.
Esses números mostram que a segurança bancária precisa ir além da conformidade. Durante a Black Friday, o tempo de reação e a resiliência operacional definem quem sai ileso e quem vira manchete.
O desafio do setor financeiro na Black Friday
O sistema financeiro é o motor invisível da Black Friday. Por trás de cada compra, existem dezenas de transações e integrações entre bancos, fintechs, adquirentes e sistemas antifraude.
Com o aumento do volume de operações, a superfície de ataque se amplia, especialmente em canais digitais e APIs abertas. Os atacantes sabem disso e aproveitam o momento para explorar falhas, lançar campanhas de phishing e executar ataques automatizados em larga escala.
Nos últimos meses, o sistema financeiro brasileiro também tem enfrentado uma onda de ataques a intermediários tecnológicos que conectam instituições financeiras ao Banco Central, explorando vulnerabilidades em integrações e credenciais válidas.
Esses incidentes reforçam o alerta sobre o risco das dependências críticas e a importância de auditorias regulares, controle de acessos e segregação de ambientes, tema que você pode conferir em detalhes neste artigo completo.
Cinco medidas essenciais de cibersegurança para o setor financeiro na Black Friday
Antes de pensar em novos serviços ou campanhas promocionais, é preciso reforçar o básico: proteger o ambiente financeiro exige controle, visibilidade e preparo humano. As práticas a seguir ajudam bancos e fintechs a manter estabilidade e confiança mesmo durante os períodos de maior demanda.
Reforce o controle de acessos e autenticações
Durante a Black Friday, o aumento de transações multiplica os pontos de entrada. Cada sistema, credencial ou chave de API é um vetor potencial de invasão, e o controle de acesso passa a ser o primeiro escudo de defesa.
💡 Dica do especialista:
Aplique o princípio do menor privilégio em todos os sistemas internos e externos. Implemente autenticação multifator (MFA) para perfis administrativos e revise permissões de APIs, painéis e serviços integrados. Contas inativas e credenciais antigas devem ser removidas imediatamente.
Valide a segurança de aplicações e APIs
Com o crescimento das integrações e o uso massivo de APIs abertas no Open Finance, as aplicações bancárias se tornam alvo prioritário. Uma vulnerabilidade não corrigida pode expor dados sensíveis ou comprometer milhares de clientes em minutos.
💡 Dica do especialista:
Realize testes de invasão (Pentest) e varreduras de vulnerabilidade em aplicações críticas e APIs antes do pico de transações. Aplique rate limiting, autenticação forte e validação de entrada em todas as interfaces públicas.
Simule cenários de abuso e falhas de lógica de negócio para garantir que o ambiente resista à sobrecarga e tentativas de exploração.
Monitore atividades anômalas em tempo real
No setor financeiro, segundos fazem diferença. Durante a Black Friday, o tempo médio de detecção e resposta (MTTD/MTTR) precisa ser reduzido ao mínimo possível.
A visibilidade completa da operação é o que evita que pequenas anomalias se transformem em grandes incidentes.
💡 Dica do especialista:
Implemente monitoramento contínuo 24×7, com correlação de eventos em SIEMs e EDRs integrados. Use alertas inteligentes e priorizados por criticidade para agir de forma proativa. Integre logs de API, sistemas antifraude e autenticação em uma visão unificada de segurança.
Fortaleça a detecção de fraudes e phishing
A Black Friday é o paraíso das campanhas falsas. Golpes de phishing, sites clonados e links fraudulentos se multiplicam, muitas vezes usando nomes e marcas de bancos legítimos para enganar usuários.
Além de afetar clientes, esses ataques corroem a reputação e podem gerar prejuízos contratuais e legais.
💡 Dica do especialista:
Implemente ferramentas de análise comportamental e machine learning para detectar transações suspeitas em tempo real. Mantenha campanhas de conscientização ativa com clientes e colaboradores, alertando sobre tentativas de fraude.
Use monitoramento de marca e domínio para identificar sites falsos e URLs fraudulentas que usem indevidamente o nome da instituição.
Mantenha a equipe pronta para o inesperado
Mesmo com tecnologia de ponta, a resposta humana ainda define a eficácia da defesa. Durante a Black Friday, decisões precisam ser tomadas rapidamente, e só uma equipe bem treinada reage com segurança sob pressão.
💡 Dica Clavis:
Realize simulações de ataque e tabletop exercises para testar o plano de resposta. Reforce protocolos de comunicação e escalonamento entre equipes de segurança, infraestrutura e atendimento.
Ajuste turnos e sobreavisos para garantir que toda hora crítica tenha cobertura técnica e estratégica.
Segurança como continuidade de negócio
O setor financeiro lida com o ativo mais sensível da Black Friday: o dinheiro. Garantir a segurança das transações não é apenas uma questão técnica, é estratégia de continuidade operacional e confiança de mercado.
Ao adotar práticas preventivas, monitoramento contínuo e uma cultura de resposta rápida, bancos e fintechs transformam a segurança em um diferencial competitivo.
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A Clavis ajuda bancos e fintechs a antecipar riscos, proteger integrações críticas e garantir a continuidade das operações financeiras mesmo nos períodos de maior demanda.
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