A Clavis participou do Security Leaders Salvador 2026, encontro que reuniu lideranças, especialistas e profissionais de tecnologia e segurança para discutir os principais desafios da cibersegurança em ambientes cada vez mais complexos e conectados.
Durante o evento, Elson Xavier, Gerente de TI da Ferbasa, e Leonardo Pinheiro, Chief Revenue Officer e Sócio da Clavis, apresentaram o estudo de caso “Governança e resiliência cibernética: como elevar a maturidade de segurança de um ambiente em alta escala”. A apresentação mostrou, na prática, como a parceria entre as duas empresas vem estruturando uma jornada contínua de evolução da segurança, conectando diagnóstico, priorização, monitoramento e visão de risco ao negócio.
Um ambiente industrial exige uma visão ampla de risco
Com 65 anos de atuação, a Ferbasa construiu uma operação de grande relevância para a indústria brasileira, com atividades ligadas à mineração, metalurgia, recursos florestais e geração de energia renovável. A companhia possui operações distribuídas em 18 municípios baianos e administra um ambiente de TI e TO no qual sistemas industriais e legados convivem com aplicações corporativas.
Essa estrutura traz desafios específicos para a estratégia de cibersegurança. A convergência entre TI e TO, a existência de sistemas industriais difíceis de corrigir, a distribuição geográfica das plantas, a ampliação da superfície de ataque e o acesso de fornecedores e prestadores a ambientes críticos aumentam a complexidade da proteção.
Além disso, a operação precisa considerar diferentes exigências regulatórias, incluindo LGPD, ANM, INEMA e ANEEL. Nesse contexto, a segurança precisa acompanhar o crescimento do negócio e ser tratada de forma integrada à continuidade das operações.
Diagnóstico como ponto de partida para a evolução
Um dos pilares da jornada construída entre Ferbasa e Clavis foi estabelecer uma visão clara sobre o nível de maturidade do ambiente antes de definir os próximos investimentos.
Para isso, as empresas realizaram diagnósticos conjuntos que ajudaram a identificar lacunas e transformar os achados em um plano de ação priorizado. A abordagem envolveu GAP Analysis aderente aos CIS Controls, avaliação das tecnologias utilizadas e análise de aspectos como identidade, privilégios e configurações do ambiente.
A partir desses diagnósticos, os pontos identificados foram organizados em um roadmap de correção considerando criticidade e esforço de implementação. O avanço passou então a ser acompanhado pela Plataforma de Segurança Clavis, com reflexo direto no Clavis Security Score, permitindo visualizar a evolução da postura de segurança ao longo do tempo.
Essa lógica permite que a maturidade deixe de ser tratada de forma abstrata e passe a ser acompanhada por ações concretas, indicadores e prioridades claramente definidas.
Diferentes frentes para um mesmo objetivo
A evolução da segurança da Ferbasa não ficou concentrada em uma única tecnologia ou avaliação pontual. A parceria com a Clavis passou a cobrir diferentes frentes críticas do ambiente, criando um ciclo contínuo de prevenção, monitoramento e melhoria.
Entre as iniciativas estão Pentest anual, GAP Analysis com CIS Controls, Assessment de Active Directory, Gestão Contínua de Vulnerabilidades, resposta a incidentes e a solução SOC 24×7 com SIEM, com monitoramento nos níveis N1, N2 e N3.
A estratégia também é apoiada pela Plataforma de Segurança Clavis e pelo Oto AI, que consolidam informações e ajudam a transformar diferentes sinais em uma visão mais contextualizada de risco. Recursos como o Clavis Security Score, o Clavis Priority Hub e o inventário de ativos permitem relacionar questões técnicas à criticidade dos sistemas para o negócio.
Dessa forma, a segurança passa a ser acompanhada de maneira mais ampla: os testes ajudam a validar a resiliência, os diagnósticos identificam oportunidades de evolução, a gestão de vulnerabilidades orienta a correção de riscos e o SOC mantém o ambiente sob monitoramento contínuo.
Da quantidade de vulnerabilidades ao risco que realmente importa
Em ambientes de grande escala, identificar vulnerabilidades não é suficiente. O desafio está em definir quais delas realmente precisam ser tratadas primeiro.
A metodologia aplicada na Ferbasa parte do volume total de vulnerabilidades e adiciona sucessivas camadas de contexto. Primeiro, são consideradas as falhas de severidade alta e crítica. Depois, entram fatores como disponibilidade de correção, existência de exploits conhecidos, probabilidade de exploração medida pelo EPSS e criticidade dos ativos envolvidos.
O resultado apresentado no case mostra a dimensão dessa filtragem: ao final do processo, apenas 0,16% da base total de vulnerabilidades permanece como esforço prioritário para ação imediata.
Essa metodologia elimina 99,8% do ruído operacional, permitindo que a equipe direcione seus esforços para os pontos em que existe maior probabilidade de exploração e impacto real para o negócio.
Mais do que reduzir uma lista de vulnerabilidades, a abordagem muda a lógica de trabalho: a prioridade deixa de ser definida apenas por uma nota técnica e passa a considerar explorabilidade, contexto e importância do ativo para a operação.
Monitoramento contínuo para proteger a operação
A estratégia é complementada pela solução SOC 24×7, responsável pelo monitoramento contínuo dos principais ambientes da Ferbasa.
Por meio do Clavis SIEM, a equipe do SOC recebe, analisa e direciona alertas durante 24 horas por dia, sete dias por semana, contribuindo para identificar comportamentos suspeitos e apoiar a gestão de possíveis incidentes.
Essa combinação é especialmente relevante em um ambiente industrial, no qual um incidente cibernético pode ultrapassar os limites da TI e produzir impactos diretos sobre processos operacionais.
Segurança medida pela maturidade do negócio
Outro diferencial da jornada foi aproximar os indicadores de segurança das prioridades da própria Ferbasa.
A Plataforma de Segurança Clavis permite acompanhar notas individuais por diferentes frentes, como SOC, vulnerabilidades e Pentest, além de uma visão consolidada de maturidade por meio do Clavis Security Score. O inventário de ativos adiciona classificação conforme a severidade para o negócio, enquanto o Clavis Priority Hub, apoiado por IA, ajuda a indicar quais ações tendem a gerar maior impacto positivo sobre a postura de segurança.
Esse modelo contribui para transformar a cibersegurança em um processo contínuo de tomada de decisão. Em vez de olhar apenas para a quantidade de alertas ou vulnerabilidades, a organização consegue acompanhar onde está o risco, como a maturidade está evoluindo e quais iniciativas devem receber prioridade.
Resiliência como processo contínuo
O case da Ferbasa reforça uma realidade especialmente importante para organizações industriais: risco cibernético também é risco operacional. Em ambientes nos quais TI e TO estão cada vez mais conectados, a proteção dos sistemas passa a ter relação direta com continuidade do negócio.
A experiência também mostra que elevar a maturidade não depende apenas de aumentar o número de ferramentas disponíveis. É necessário diagnosticar o ambiente, entender seu contexto, definir prioridades e estabelecer um ciclo permanente de avaliação e monitoramento.
Mais do que responder a incidentes, a estratégia busca construir uma operação capaz de identificar riscos relevantes, priorizar ações e evoluir continuamente a resiliência de um ambiente industrial de alta escala.





